quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Encontro com um Anfitrião e uma "Penetra"


Esse texto foi produzido com base na Lição 13 da Revista Palavra Viva: Encontros de Jesus, diálogos e confrontos com seus contemporâneos, da editora Cultura Cristã.

Texto Base: Lc 7.36-50
 
O uso de máscaras não é uma novidade para a sociedade. O nascedouro da dramaturgia já nos revela que máscaras são ótimas quando se tratam de representar papeis. Não importa o seu estado de espírito, colocar uma máscara com um belo sorriso já lhe fará parecer feliz. As máscaras veem se modernizando. Um belo rosto pode surgir de uma pele manchada após alguns retoques de maquiagem. Mas que utilidade tem tudo isso diante de alguém que é capaz de ver o que existe por debaixo de cada rostinho aparentemente bonito e feliz?
Quando Jesus se encontra com um anfitrião mau e uma pecadora arrependida tal assunto é tratado, mesmo que na sutileza do texto. Por que convidar Jesus para um jantar? Jantar é algo reservado para pessoas íntimas, um fariseu não chamaria alguém para jantar se não lhe considerasse próximo ou importante. Creio não poder datar o nascimento da falsidade visto que aqui, no encontro de Jesus com tal anfitriã já está presente esse “afeto”.
Não era por ser íntimo, não era por considerar importante, mas talvez por curiosidade. O homem é naturalmente curioso e Jesus despertava este sentimento. Ou você pensou que toda a multidão que seguia Jesus o fazia porque eram seus discípulos? Até mesmo Herodes ansiava por se encontrar com Jesus (Lc 23.8), mas isso não lhe fora suficiente para salvar sua vida. Mas não foi só a curiosidade que levou aquele homem a tratar Jesus como alguém íntimo, em seu coração havia, talvez, um plano ardiloso para pegar Jesus em alguma falta.
Escribas e fariseus já estavam de olho nele desde o episódio da cura do homem da mão ressequida (Lc 6.7). O anfitrião poderia muito bem estar de conchave com os seus para armarem para cima de Jesus. Só podemos concluir todas essas coisas porque Jesus o considerou como um mau anfitrião (v. 44-46), ele já cultivava em seus pensamentos que Jesus não era um profeta (v. 39) e não conseguiu enxergar na “penetra” uma pecadora arrependida (v. 39).
Mas quando nos deparamos com o encontro de Jesus com a mulher vemos um quadro totalmente diferente. Uma mulher de fato arrependida e totalmente consciente dos seus pecados e da dimensão do perdão derramado sobre sua vida (v. 47). Não sabemos muito sobre ela, mas em suas ações vemos a urgência que ela tinha de se encontrar com o Messias. Ela com certeza já havia ouvido falar de Jesus, o Espírito Santo já lhe tocara o coração e tudo o que ela queria era retribuir, IMEDIATAMENTE, aquilo que Jesus tinha feito por ela. Neste ponto vemos outra coisa muito importante naquela mulher, a coragem.
Sei que ao lermos a história, a primeira coisa que nossos mente nos remete quando vemos que ela era uma pecadora e assim conhecida (v.39) é que esta mulher era uma prostituta. Mas o texto não nos fala nada a respeito o que se pode concluir é que ela era uma pessoa que reconhecia seus erros, que com certeza eram muitos, mas que havia sido redimida, perdoada, e isto lhe dava coragem. Coragem para entrar na casa de um homem mestre da lei, interromper um jantar, sendo mulher e ainda por cima de fama ruim. Quando se tem Cristo no topo do ranque de importância nada mais tem valor.
O Senhor Jesus se alegrou da atitude da mulher, que simplesmente derramou suas lágrimas de gratidão, lhe enxugou os pés com o cabelo e o ungiu com bálsamo. Essas atitudes da mulher mostraram o valor que Jesus tinha em sua vida, e o mais importante, o valor que Jesus tinha em seu coração. Ao contrário do banquete, que com certeza estava cercado de muitas regalias, com convidados ilustres, em um ambiente que para época era requintado, mas que era o oposto do coração de nosso “ilustre” anfitrião.
Deus quer ser honrado em nossos corações!

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